segunda-feira, 2 de março de 2009

BRANDÃO, H. P. & BARBRY, C. P. Gestão por Competências:métodos e técnicas para mapeamento de competências. Revista do Serviço Público. Brasília, 2005.

A resenha apresentada a seguir tem por objetivo a análise do texto acima citado que tem como objeto de discussão a gestão por competências. Os autores iniciam o artigo definindo o que vem a ser competência para este contexto específico em que o tema será tratado.

Competência, de acordo com os autores, converge para uma combinação sinérgica de acontecimentos, habilidades e atitudes que são expressas através do comportamento do profissional no desenvolvimento de suas atividades dentro da organização. Também é evidenciado no texto que este conceito não se restringe às competências no âmbito individual, mas também podem fazer referência a uma equipe de trabalho ou ainda a uma organização.

Em seguida, Brandão & Barbry explicam, em linhas gerais, como funciona a gestão por competências, através de um esquema que inclui a etapa inicial de formulação da estratégia da organização, estabelecendo objetivos coerentes com a sua visão e a sua missão. Posta a estratégia, é momento de fazer o mapeamento das competências necessárias para atingir tais objetivos.

Depois de mapeadas as competências necessárias, é hora de cruzar este levantamento com o que há disponível no capital humano da organização, ou seja, identificar as competências existentes na empresa e as lacunas a serem supridas. Os autores chamam atenção para o fato de que este levantamento é contínuo, pois as próprias competências existentes internamente tornam-se obsoletas e necessitam ser revistas periodicamente.

Identificadas as lacunas, parte-se para a seleção e agregação de competências externas, seja pela contratação de pessoal, que tenham tais competências individualmente ou por intermédio de parcerias e de associações entre organizações, no caso de competências coletivas. Pode-se ainda contar com o desenvolvimento de competências internas disponíveis na organização.

Uma vez completado o quadro de competências internas disponíveis de acordo com as competências necessárias aos objetivos postos pela estratégia da organização, é momento de desenvolver as atividades, com monitoramento, acompanhamento e avaliação do processo, de acordo com indicadores de desempenho previamente estabelecidos.

Enfim, completado o processo, tem-se a etapa de retribuição, o reconhecimento aos participantes do processo. Isto pode ser feito de várias maneiras: remunerações às equipes ou individuais, premiações, escalas diferenciadas de valores atribuídos às equipes de acordo com a produtividade. Tudo isso com vistas à motivação para que o sistema continue funcionando e os comportamentos desejados continuem sendo obtidos.

No contexto do processo da gestão por competências como um todo, são discutidas mais especificamente as questões inerentes ao mapeamento de competências, inclusive com exemplos de organizações da gestão pública para ilustrar as formas possíveis de coletar os dados para a realização deste mapeamento.

Neste sentido, os autores são enfáticos em ressaltar a importância de se descrever com bastante clareza as competências a serem identificadas durante o levantamento, com verbos e comportamentos como descritores para que seja possível aos profissionais estabelecerem-nas de forma objetiva. O pesquisador que irá coletar os dados poderá se utilizar de diversos meios para fazê-lo: entrevistas individuais, grupos focais, observação ou questionários.

Em suma, a organização, dentro do modelo de gestão por competências, precisa estar alinhada em torno de definições estratégicas claras, sustentadas por uma estratégia com amplo envolvimento e participação para o alcance das metas e objetivos traçados. Neste contexto, são numerosas as declarações de empresários e profissionais da área de recursos humanos em prol de ações para valorização de seus colaboradores. Cada vez mais, eles passam a ser vistos como a base de sustentação da vantagem competitiva das empresas e, neste sentido, o modelo de gestão por competências demonstra claramente o reflexo deste novo paradigma na administração.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Farenhneit 11 de setembro

Direção: Michael Moore
Gênero: Documentário
Distribuidora: Europa Filmes
Ano: 2004.

Sinopse: Trata-se de um documentário que faz uma análise crítica da administração do governo Bush, tomando como referência o trágico evento de 11 de setembro. É escrito, dirigido e produzido por Michael Moore, e "estrelado" por George W. Bush, Osama Bin Laden, Saddam Hussein.

O título do filme é uma alusão a um outro, homônimo, Fahrenheit 451, baseado no livro de Ray Bradbury. Em Fahrenheit 451, as pessoas vivem num tempo em que as casas são todas iguais, todas ligadas através de um sistema de televisão, e os cidadãos não têm o direito de ler. A ditadura, então, não controla somente o corpo, mas se apossa da mente das pessoas, já que ficam à mercê da propaganda do Estado.
Neste filme, Fahrenheit 11 de Setembro, são demonstradas exatamente as formas de manipulação política e financeira utilizadas nos postos de comando do país. Assim como em Fahrenheit 451, também neste documentário, também se evidencia como a máquina de propaganda do Estadoconvence a muitos que tudo o que os americanos fazem no mundo está certo, é verdade absoluta e inquestionável.
O filme, por outro lado, pode também ser analisado sob a perspectiva da propaganda a favor dos democratas, posto que demonstra o lado sombrio do partido republicano O filme mostra que a guerra no Iraque não deveria nem ter sido começada, bem como lança ainda mais dúvidas quanto à legitimidade do governo que a começou.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Novos Ventos Baianos - Algumas entrevistas

Este material é fruto de uma série de entrevistas com pessoas que trabalharam para o PT no período da campanha de Wagner. Os depoimentos revelam a relação entre os membros do partido, a forma como a campanha se organizou, as relações de trabalho e o impacto dos fatos negativos envolvendo o partido que arranharam a imagem deste junto ao povo.
Dentre estas entrevistas, foram selecionadas a de Alfredo Tavares e a de Sidônio Palmeira. O primeiro, sócio-diretor da agência Tempo Propaganda, foi responsável pela campanha promocional do PT, PC do B e PMN. O outro coordenou a campanha de Wagner nas eleições de 2006.
Através dos comentários destes dois profissionais é possível fazer um link com o livro "O Que é Marketing Político" quando se evidencia que a campanha política é muito mais do que a sua face evidente para o público. É possível inclusive ir além do que está posto claramente no texto lido e, em articulação com o outro texto, do supermercado, das estratégias utilizadas para induzir o consumidor a comprar, refletir sobre a quantidade de mensagens subliminares e de possibilidades exploradas pelos responsáveis por estas campanhas para persuadir os eleitores a votar em determinado candidato.


Supermercado: A fábrica do desejo

"Da criação de produtos até sua apresentação, tudo é feito para manipular os sentidos e os sentimentos, a fim de favorecer a compra compulsiva e o consumismo"
Matéria da revista Le Monde Diplomatique Brasil de abril/2008 demonstra que, através de estudos sobre o número de batimento das pálpebras diante dos objetos nas prateleiras, sob o efeito de música e com a estimulação dos sentidos como odores e sensações que tornam a experiência do consumidor mais próxima do real, entre outros recursos, podem ser utilizados e são bastante explorados intencionalmente para induzir ao consumo.
A intenção dos que "constróem" esse mundo é exatamente de mexer com os sentimentos, com a subjetividade do indivíduo, mobilizando a compra. Nas palavras do autor da matéria:"o cliente volta a habitar um reino semelhante aos descritos nos contos de fada de sua infância, onde tudo que deseja está ao alcance..."
Todo este processo é feito à revelia do consumidor, que não tem consicência de todo este processo de sedução e indução que acontece ao adentrar um supermercado, shopping center ou similares.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Marketing Político hoje

Para estabelecer qual a concepção de marketing político que circula atualmente dentre os profissionais da área, buscou-se como lastro teórico o livro "O Que é Marketing Político" de Rubens Figueiredo. Assim, foram retiradas algumas citações que traduzem tal concepção.
"Hoje é comum entre os marketólogos a idéia de que a eleição não se ganha apenas mostrando que seu/sua candidato (a) é melhor, mas também ressaltando os defeitos de seus adversários". (FIGUEIREDO, 1994, p. 25)

"O (a) candidato (a) deve estar sintonizado (a) com a preocupação dos eleitores: se é com a economia que eles querem ver o (a) candidato (a) se preocupar, esse deve ser o tema principal do seu discurso. Pouco adianta falar muito de uma coisa se os eleitores estão interessados em outra". (IDEM, p. 37)
"Estar bem informado sobre o passado político de seus adversários é sempre conveniente" (IDEM, p. 39)

Origens do Marketing Politico

As origens do marketing político remontam os anos pós-1945, especificamente no ano de 1952, nos Estados Unidos, quando o candidato general Dwight Eisenhower (1890-1969) contratou a agência publicitária BBDO para auxiliá-lo na campanha presidencial americana. A principal função da BBDO era adaptar a linguagem de Eisenhower ao rádio e à televisão – afinal, a mídia eletrônica ganhava uma importância cada vez mais maior no jogo democrático.
"Os marqueteiros de Eisenhower entendiam que era necessário criar um novo perfil para o candidato – não o de alguém que apenas colhia as glórias de um passado vitorioso no comando do exército americano na II Guerra Mundial; mas o de um presidente que plantaria as glórias do futuro americano. Esse trabalho se deu, primordialmente, por meio da mídia eletrônica. A estratégia deu certo, Eisenhower foi eleito e depois reeleito, em 1956".

Outras Reflexões sobre o Marketing Político e Social

Kotler (1998) conceitua o marketing como “a analise, o planejamento, a implementação e o controle de programas e/ou projetos formulados para propiciar trocas voluntárias de valores com mercado-alvo, com o propósito de atingir objetivos operacionais concretos”
As experiências diárias vividas e transmitidas pelas pessoas desta sociedade compõem o “estoque de conhecimento” de que utilizamos para, interpretá-lo, ou seja, estudar a comunidade para com base nesse quadro existente aplicar conhecimentos teóricos, quanto ao que seja marketing político e social, e tomar decisões e ajustadas em procedimentos em prol do bem geral.
Em outras palavras, marketing é saber lidar com o cliente, criando valor e satisfação de forma lucrativa para a empresa, prometendo um valor superior do produto ou serviço para novos clientes, retendo seus clientes consolidados dando-lhe satisfação e, no caso específico da Prefeitura de Catu, o “lucro” estaria no reconhecimento de uma boa administração, de acessibilidade Às informações e aos serviços prestados. Para o “cliente”, no caso a comunidade catuense, a satisfação está em ter suas questões resolvidas em tempo hábil, com eficiência e facilidade no acesso às repartições públicas.
Foram utilizados suportes teóricos no campo do marketing político e social, juntamente com questões voltadas na área de comunicação, trazendo com isso respaldo acadêmico para o tema a ser estudado. Além de uma analise em foco de métodos exploratórios, cujo entendimento fica mais evidente, à medida que o processo de compreensão se dá sucintamente no que tange o campo explorado, conforme descrição em entrevista, para ser verificado as hipóteses levantadas anteriormente.