No Brasil, a cultura presente acerca do marketing político, para o eleitor de modo geral, se restringe ao que aparece na TV, às propagandas veiculadas na mídia. No entanto, o marketing aplicado à política se estende para muito além deste aspecto e se constitui em estudos e estratégias muito mais complexas. A propaganda que circula na mídia é apenas a sua face visível para o público em geral.
A história do marketing político brasileiro é bem recente, tendo em vista que se inicia após a Ditadura, na década de 80, mas, embora tenha pouco tempo na perspectiva cronológica, o Brasil rapidamente absorveu o marketing aplicado à política. Um exemplo claro disso é a campanha de Fernando Collor, logo após o citado período, que venceu as eleições presidenciais apoiado em estratégias de marketing.
Do ponto de vista dos estudos teóricos, há duas correntes de compreensão do que seja o marketing político, uma que o restringe a um segmento específico dentro da comunicação mercadológica voltada para o ambiente. Nesta perspectiva, o marketing tem a função de estreitar a relação entre o candidato a um determinado cargo e o seu grupo de eleitores em potencial, as pessoas se identificam com suas propostas e projetos.
Uma outra vertente pensa o o marketing político como algo que transcende o simples instrumento de comunicação utilizado nas campanhas. Assim, se constitui em um conjunto de estratégias, comum objetivo mais global, que inclui - além da comunicação - a pesquisa, o planejamento estratégico, o uso de especialistas e a articulação de um conjunto de decisões e ações necessárias para a atuação política de modo geral.

As campanhas eleitorais vitoriosas devem ser multidisciplinares, envolvendo uma série de profissionais de diversas áreas. Não existe mais espaço para as campanhas de improviso, feitas apenas na base da intuição de acordos políticos. Acabou a era do candidato centralizador de poder.
ResponderExcluirOlá,colega!
ResponderExcluirGostei do que você escreveu sobre a guerra do Iraque,somente Bush não percebeu o quanto ele estava equivocado com relaçâo a esta guerra sem justificativa palpável.
Um abraço
Arlete